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Paulo Pinto

Escolas que conquistaram acesso

Desfile maior e "pista fria" são alguns dos desafios encarados por X-9 Paulistana, Independente e Barroca Zona Sul

29/11/2017 Redação Liga SP - Foto: Paulo Pinto
Conquistar a vaga em uma divisão superior é o objetivo de todas as escolas de samba dos Grupos de Acesso e Acesso 2 do Carnaval de São Paulo. Mas a meta, quando alcançada, vem junto de uma série de novos desafios. Desfiles com maior duração, mais alegorias e gastos são apenas alguns deles. E este será o cenário encarado por Independente, X-9 Paulistana e Barroca Zona Sul em 2018.
 
Cada uma das três agremiações vive uma situação bem particular para organizar seus desfiles do ano que vem. Para a Independente, tudo é novidade. A escola de samba disputou seu primeiro Carnaval em 2010, quando estreou no Grupo 4 da UESP, e participará do Grupo Especial pela primeira vez na história após passar os três últimos anos no Grupo de Acesso.
 
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"O desfile de 2017 foi de muita luta e muito disputado. Qualquer escola que ganhasse seria justo. Nós acreditamos que o maior desafio é fazer uma boa administração financeira e organizacional. Esses são os fatores predominantes para realizar um trabalho de qualidade e garantir uma boa posição no Grupo Especial", afirmou Alessandro Santana, o Batata, presidente da Independente.
 
A questão financeira também foi apontada pela X-9 Paulistana. Depois de passar 22 temporadas no Grupo Especial - e conquistar dois títulos no período -, a agremiação foi rebaixada em 2016 e retornará à divisão principal do Carnaval com o título do Grupo de Acesso em 2017.
 
"A escola sofreu um baque muito grande ao cair para o Acesso porque lá recebe uma verba inferior à do Especial. O grande problema é que para subir você normalmente gasta mais do que a verba. Então uma parte da verba que vem no outro ano não é só pra fazer Carnaval, mas também para acertar o que fica do ano anterior. E no Grupo Especial tudo é mais caro. Você tem que fazer uma alegoria a mais, uma comissão mais impactante", falou Amarildo de Mello, contratado para ser carnavalesco da X-9 em 2018.
 
Situação completamente diferente das duas escolas anteriores é a encarada pela Barroca Zona Sul. A agremiação esteve no Grupo Especial na década passada, mas chegou a cair até o Grupo 2 da UESP, equivalente à quarta divisão, e em 2018 estará de volta ao Grupo de Acesso. Para o presidente Ewerton Sampaio, o Cebolinha, a grande dificuldade é iniciar os desfiles.
 
"Quando a escola sobe a gente tem que implantar uma forma maior de alegoria, uma estrutura melhor. Contingente acho que não é problema porque a Barroca já passou pelo Especial e pelo Acesso antes. A maior dificuldade é abrir o Carnaval. Porque parece que o jurado dá uma segurada para ver o que vai ir. Ser a primeira escola não é fácil, você pega a pista 'fria'", disse Sampaio.
 
As principais diferenças entre os Grupos Especial e de Acesso são tempo de desfile (de 55 a 65 minutos no Especial e de 50 a 60 minutos no Acesso), quantidade mínima de componentes (2000 a 1000), alegorias (cinco no Especial e quatro no Acesso) e número mínimo de baianas (50 a 30).
 
Já no Grupo de Acesso 2, de onde a Barroca vem, as apresentações têm de 40 a 50 minutos, mínimo de 600 componentes, duas ou três alegorias, 30 baianas, dois casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e bateria por pelo menos 60 ritmistas.
 
No Carnaval 2018, a Independente irá abrir os desfiles do Grupo Especial na noite de sexta-feira, 9 de fevereiro. No sábado, quem iniciará os trabalhos é a X-9. Já a Barroca será a primeira a ir para o Sambódromo do Anhembi pelo Grupo de Acesso, no domingo.

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