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DIAS PARA O CARNAVAL!

Nenê de Vila Matilde

Ficha técnica

Fundação: 01/01/1949

Cores oficiais: Azul e Branco

Presidente: Rinaldo José Andrade (Mantega)

Vice: Ricardo José Andrade

Carnavalesco:  Luiz Carlos de Almeida Pinto (Lucas Pinto)

Diretor de Bateria: José Paschoal Romano (Mestre Paschoal)

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: André Guedes Caetano e Edilaine Aparecida Campos

Diretor de Carnaval: Alexandre Augusto Gomes da Conceição

Diretores de Harmonia: Alexandre Augusto Gomes da Conceição

Rainha de Bateria: Ariellen Domiciano

Madrinha da Escola: Adriana Ramalho

Enredo de 2018:  "A Epopeia de uma Deusa Africana"

Intérprete: Agnaldo de Jesus Amaral

Melhor colocação no Grupo Especial: 5 títulos (1968, 1969, 1970, 1985 e 2001)

Enredo 2018

 

Letra do Samba

A EPOPEIA DE UMA DEUSA AFRICANA

Emojubá, Laroyê
Dá licença pra contar
A epopeia de uma deusa africana
Marabô, Kaiala e Sobá
Oh, mãe senhora de todas as vidas
Sua coroa reluz e clareia
A lua prateada lá no céu
Ilumina o branco véu
Quando o mar beija a areia

Iara ê, Iara ê... Mãe D’Água
Metade mulher... Sereia
Roda baiana e deixa a gira girar
Oloxum, Inaê, Janaína

Seu canto é, carregado de Axé
Tem mistério e sedução... Magia
Bate o tambor nas águas do Abaeté
Vem dançar batucajé... Sagrada Bahia
Senhora mãe dos navegantes brasileiros
Toda dia dois de fevereiro, a jangada vai sair pro mar
Lá vem Nenê, com rosas brancas para ofertar
Água de cheiro e alfazema... Saravá!

É samba pé no chão, é força pra lutar
É o quilombo azul e branco que não para de cantar
Odoyá! Bate cabeça pra saudar Yemanjá


Compositores: Kaska, Silas Augusto, Vitão, Zé Paulo Sierra, Léo do Cavaco e Luis Jorge

Nossa história

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Nenê de Vila Matilde foi fundado em 1º de janeiro de 1949, no Largo do Peixe, Vila Matilde, por um grupo de sambistas liderados por Alberto Alves da Silva, o Nenê, um dos últimos cardeais do samba, como são chamados os fundadores das escolas tradicionais criadas nas décadas de 1940 e 1950.
 
O nome é uma homenagem do professor Mário Protestato dos Santos, o Popó, a esse grande sambista, que recebeu o título de Presidente Imortal da agremiação. Antes de ser batizada como Nenê de Vila Matilde a escola teve dois outros nomes, 1º de Janeiro e Unidos do Marapés, que duraram apenas um dia. 
 
A fundação da Nenê de Vila Matilde teve um episódio um tanto quanto divertido e inusitado: um grupo de sambistas decidiu fundar uma escola, já que todos os anos, na região de Vila Esperança havia muitos foliões que saíam às ruas fantasiados para poderem brincar o carnaval. Quando foram registrá-la, o responsável perguntou ao grupo qual o nome que a escola teria e, para surpresa geral, eles tinham esquecido de tratar deste assunto antes.
 
O funcionário, então, deu uma sugestão. Apontou para um dos membros do grupo que era o mais falante, o mais comunicativo e não parava de batucar um só momento. Perguntou “qual é o nome do rapaz que não para de sambar?” e o responderam “esse aí é o Nenê”. “Então, sugeriu o funcionário, por que não colocar o nome da escola de Nenê?”. Na hora a sugestão foi aceita e a escola foi fundada com o nome de Nenê de Vila Matilde.
 
Em 1985, aconteceu aquilo que é a maior glória até hoje para uma escola de samba paulistana: como campeã do Carnaval de São Paulo, a Nenê foi convidada a pisar no chão sagrado da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, para participar do desfile das campeãs, ao lado da Mocidade Independente e da Beija-Flor.
 
E lá foi o pessoal da Zona Leste mostrar o seu valor e a sua arte, comandados pelo Seu Nenê e embalados pela voz do seu grande intérprete Armando da Mangueira. Tal feito mereceu até uma menção no samba de 1988, “E o poeta falou: Zona Leste somos nós!!!”. O primeiro refrão diz “Está tudo aí para você curtir / do Largo do Peixe à Sapucaí”.

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