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Vai-Vai

Ficha técnica

Fundação: 1/1/1930

Cores oficiais: Preto e branco

Presidente: Darly Silva (Neguitão)

Vice: Edimar Tobias da Silva (Thobias da Vai-Vai)

Carnavalesco: Chico Spinoza, Alexandre Lousada, Jr. Schall e Delmo de Moraes

Diretor de Bateria: Mestre Tadeu e Mestre Beto

Diretora de Carnaval:  Janaína DeCarli

Diretores de Harmonia: Edison Francisco Paulino (Buiu), Lourival de Almeida Campos, Carlos Henrique Pereira (Caique), Fernando Penteado, Wagner Amancio da Silva (Vela)

Rainha de Bateria: Camila Silva

Enredo de 2018: " Sambar com fé eu vou"

Intérprete: Grazzi Brasil

Melhor colocação no Grupo Especial: 15 títulos (1978, 1981, 1982, 1986, 1987, 1988, 1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2001, 2008, 2011 e 2015)

Texto Destaque

Criada em 1930 como cordão carnavalesco, a Vai-Vai fica em um bairro boêmio da cidade, a Bela Vista, popularmente conhecida como Bixiga, onde até hoje podemos encontrar lugares que têm rodas de samba e de choro.
 
Desde que se transformou em escola, a Vai-Vai se tornou a maior campeã do Carnaval paulistano, conquistando 15 títulos.
 
Em 2018, com o enredo "Gilberto Gil. Sambar com fé eu vou", a agremiação alvinegra será a quarta a se apresentar na segunda noite de desfiles no Sambódromo do Anhembi, dia 10 de fevereiro.

Nossa história

A Vai-Vai, mais popular escola de samba de São Paulo, é oriunda de um time de futebol dos anos 1920, que animava os campos e as festas do Bairro, o “Cai-Cai”.  Posteriormente, se tornou um cordão carnavalesco de nome Vae-Vae, formado por pessoas que não eram convidadas a fazer parte das rodas de choro do Cai-Cai e apareciam por lá de penetra, mas eram logo convidadas a se retirar do lugar com a expressão “vai, vai”.
 
Fica em um bairro boêmio da cidade, a Bela Vista, popularmente conhecida como Bixiga, onde até hoje existem lugares com rodas de samba e de choro. O nome “Saracura”, sempre associado à escola, era de um riacho que existia no Bixiga. As cores do Vai-Vai são as mesmas cores do time Cai-Cai. Os símbolos são uma coroa e um ramo de café. A coroa vem da expressão “meu rei”, maneira como os negros se tratavam, e o café simbolizava o crescimento econômico de São Paulo.
 
Em 1972, o cordão Vai-Vai se transformou em escola de samba, introduzindo um novo estilo de bateria. Na bateria foram introduzidos instrumentos leves como tamborim, pandeiro e cuíca, além do andamento e batida de samba, que se tornaram mais leves e com mais balanço. O estandarte cedeu lugar à bandeira e então nasceram a comissão de frente, a ala das baianas e as alegorias de mão. Uma vez que os desfiles das escolas de São Paulo foram oficializados em 1968 e a escola resolveu se adaptar à época. As principais personalidades da alvinegra são o ex-diretor de bateria Pato N’Água, Pé Rachado (Primeiro Presidente), Dona Rosa, Lírio, os compositores Geraldo Filme e Osvaldinho da Cuíca e o ex-presidente Chiclé.
 
As fantasias perderam seu peso tradicional e a evolução ficou mais dinâmica. Surgiu então a figura do Criolé como o novo símbolo, que passou a acompanhar a escola tanto nas glórias como nas dificuldades. Desde que se transformou em escola, o Vai-Vai se tornou o maior campeão do Carnaval, conquistando 15 títulos do Grupo Especial, motivo de orgulho para uma agremiação, cuja história se confunde com a própria própria folia paulistana.

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